
Projeto Conceitual
Branding
Storytelling
Design
Todo projeto começa com um ponto de partida. Neste caso, começamos com apenas uma garrafa de vinho. Não havia marca, narrativa ou identidade visual. Apenas um produto e a possibilidade de imaginar tudo aquilo que poderia existir ao seu redor. ÓRVIA nasceu como um exercício criativo desenvolvido pelo Schiefler Studio para explorar até onde uma marca pode ser construída a partir de um único elemento. Mais do que desenhar um rótulo, o objetivo era construir significado.
O nome como início da narrativa
O desenvolvimento começou pelo naming. ÓRVIA foi criado para evocar a ideia de percurso, caminho e transformação, uma referência ao processo silencioso que acompanha os grandes vinhos e à passagem do tempo como elemento essencial da maturação. A partir desse conceito surgiu a narrativa central da marca, A Jornada do Tempo, uma história construída sobre aquilo que acontece entre a origem e o legado.
Entre origem e legado
Uma das ideias que orientou o desenvolvimento da ÓRVIA foi a percepção de que os grandes vinhos não são definidos apenas pelo resultado final, mas pelo percurso que os trouxe até ali. O tempo atua como um agente invisível, moldando características, refinando camadas e transformando matéria em algo mais complexo. Essa observação serviu como ponto de partida para a construção da marca. Mais do que representar um vinho, a identidade precisava representar uma jornada.
Construindo um caminho visual
A narrativa precisava existir para além das palavras. Por isso, desenvolvemos um sistema gráfico inspirado na ideia de percurso. Um caminho sinuoso atravessa toda a identidade visual, simbolizando as transformações que acontecem ao longo do tempo. O elemento aparece de diferentes formas nas texturas, nos relevos, no rótulo e nas aplicações da marca. Mais do que um recurso visual, tornou-se o fio condutor de todo o projeto.

Construir significado
Em muitos mercados, produtos competem por características semelhantes. O que diferencia uma marca nem sempre é aquilo que ela oferece, mas a forma como interpreta e comunica seu valor. Por isso, o desenvolvimento da ÓRVIA partiu da narrativa antes da estética. O nome, os símbolos, os acabamentos e a linguagem visual surgiram como desdobramentos de uma ideia central, garantindo que cada elemento contribuísse para a construção de uma percepção única.
Quando estratégia orienta a estética
Cada decisão visual foi tomada para reforçar a mesma narrativa. Os relevos remetem às camadas construídas pelo tempo, enquanto os acabamentos dourados representam valor, maturação e permanência. A paleta foi desenvolvida para transmitir profundidade, sofisticação e atemporalidade. Nada foi pensado de forma isolada. Cada elemento existe para fortalecer uma única ideia e garantir que a marca comunique a mesma história em todos os pontos de contato.
Muito além do produto
Projetos conceituais como a ÓRVIA demonstram algo que acreditamos profundamente no Studio. Marcas não são construídas apenas a partir daquilo que vendem. Elas são construídas a partir das histórias que escolhem contar. Quando estratégia, narrativa e design trabalham juntos, um produto deixa de ser apenas um produto e passa a ocupar um espaço próprio na mente das pessoas. A ÓRVIA nasceu desse exercício: transformar uma única garrafa em um universo completo de significado, direção e presença.
ÓRVIA é um projeto conceitual desenvolvido pelo Schiefler Studio para explorar a relação entre naming, narrativa e construção de marca.






